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sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Os perigos da obesidade


Os gordinhos, no passado considerados detentores de boa saúde, são vistos pela medicina atual como pessoas que necessitam de grandes cuidados. Além de marginalizados pelo padrão de beleza vigente, os obesos enfrentam diversas doenças devido ao excesso de peso.
Nem só as roupas apertadas ou o cansaço podem fazer soar o sinal de alerta. De acordo com a Organização Mundial da Saúde, a forma mais correta para avaliação do peso corporal em adultos é o IMC (índice de massa corporal). O índice é calculado dividindo-se o peso do paciente em quilogramas (Kg) pela sua altura em metros elevada ao quadrado (quadrado de sua altura). O valor obtido estabelece o diagnóstico da obesidade e aponta os riscos associados conforme o quadro:

IMC ( kg/m2)
Grau de Risco
Tipo de obesidade
18 a 24,9
Saudável
-
25 a 29,9
Moderado
Sobrepeso
30 a 34,9
Alto
Obesidade Grau I
35 a 39,9
Muito Alto
Obesidade Grau II
40 ou mais
Extremo
Obesidade Grau III ("Mórbida")

Apesar da fórmula mostrar os parâmetros do que é considerado saudável, o melhor para diagnosticar o problema é a consulta com um médico. Apenas um especialista pode identificar o tipo de obesidade e o tratamento mais adequado.


As causas mais freqüentes de obesidade são a origem genética (distúrbios da leptina), os distúrbios psicológicos (transtorno compulsivo periódico), a depressão endógena (bulimia), distúrbios endócrinos (doenças da tireóide, das glândulas supra-renais, hipófise, gônadas), maus hábitos alimentares associados à vida sedentária, etc. Pesquisas frisam, porém, que a vida sedentária e a alimentação não balanceada são os grandes vilões da balança.
Um levantamento recente do IBGE revelou que quatro em cada dez brasileiros adultos sofrem com o excesso de peso. A proporção é motivo de preocupação para a medicina, que enxerga a obesidade como uma doença crônica, que provoca ou acelera o desenvolvimento de muitos males e que pode ser causa de morte precoce. Entre as doenças mais comuns causadas pela obesidade estão:

Artrose
Doença articular que pode provocar incapacidade física. O mal caracteriza-se pela perda progressiva da cartilagem das juntas, por uma maior densidade óssea justaposta a essa cartilagem e por uma proliferação de osso nas margens articulares, os osteófitos ou "bicos de papagaio".


Hipertensão
A conhecida "pressão alta" é a elevação da pressão arterial para índices acima dos valores considerados normais (140/90mHg). Pode causar lesões em diferentes órgãos do corpo humano, tais como cérebro, coração, rins e olhos.


Diabetes
Distúrbio que se caracteriza por altas taxas de açúcar no sangue e que prejudica todo o metabolismo do corpo humano. É causado pela falta de um hormônio chamado insulina, que é produzido pelo pâncreas. Sem o controle adequado da dieta e da administração de insulina ao paciente, pode produzir problemas graves de saúde, como o infarto do coração, derrame cerebral, cegueira, insuficiência renal, amputações, entre outros.


Obesidade mórbida
O maior perigo da obesidade descontrolada é o avanço até a obesidade mórbida. Esse tipo de gordura acompanha uma série de males como doenças coronarianas, hiperlipemias (gordura no sangue), arteriosclerose , acidente vascular cerebral (derrames), varizes, tromboses venosas, embolia pulmonar, e até mesmo câncer. Um obeso mórbido tem até dez vezes mais chances de morrer em relação ao indivíduo normal e sua expectativa de vida diminui em 20%.
Seja para se enquadrar na estética ou para melhorar a qualidade de vida, as pessoas que percebem que estão acima do peso devem procurar ajuda médica e traçar um programa de alimentação adequado, auxiliada por um nutricionista. Afinal, se a beleza não conta, a saúde é fundamental.



Nova Técnica de Cirurgia Bariátrica Promete Menos Sacrifícios…

Meu amigo Tales me avisou sobre essa matéria da Suzana Villaverde que está no site da Veja sobre uma nova técnica de cirurgia bariátrica que consiste em manter o trânsito do estômago com o intestino, e eu resolvi colocar aqui pra servir como orientação, mesmo que essa técnica seja ainda experimental…
 

 Para as pessoas realmente obesas, as opções são duras: enfrentar a variedade de doenças quase sempre associadas a quem está várias dezenas de quilos acima do peso desejado ou cortar, literalmente, o estômago. Chamada de cirurgia bariátrica por derivação gástrica, a operação reduz o estômago a um pedaço mínimo diretamente ligado à porção média do intestino e pode ter uma série de complicações. As mais comuns são fístulas, hemorragias e embolia pulmonar, num primeiro momento; infecções, aderências intestinais e anemia, posteriormente. Em razão da multiplicidade de riscos do método tradicional, vem sendo bem recebida como opção menos arriscada uma técnica nova, a gastrectomia vertical, que tira um pedaço menor do estômago e mantém todas as suas conexões originais, sem desvios nem atalhos. “Por ser nova e ainda pouco testada, essa cirurgia por enquanto é recomendada só para obesos anêmicos, que tenham deficiência de cálcio e vitaminas, e também para os muito jovens ou muito idosos, que precisam receber todos os nutrientes”, explica Thomas Szegö, presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (SBCBM). À medida que for passando pelo teste da prática, a técnica poderá se tornar dominante.

Pós-Obesidade Mórbida: Correção do Contorno Corporal

Doenças  doencas corpo humano obeso

Após um emagrecimento extenso, que ocorre após tratamento para obesidade mórbida, seja por dieta ou cirurgia com a colocação de banda gástrica ou redução de estômago, poderá necessitar da ressecção do excesso de pele e/ou de uma lipoaspiração.
A pele adicional geralmente perde sua elasticidade e fica pendular nos braços, abdome, mamas, coxas, face e pálpebras.
A cirurgia plástica do contorno corporal completo inclui a lipoaspiração, ressecção das dobras do abdomem, dos braços, das coxas, facelift, mamoplastia e outros procedimentos necessários.
A duração de uma cirurgia destas é de 2 a 5 horas, dependendo da quantidade de pele a ser removida. As cirurgias podem ser programadas em seqüência, em diversos meses subseqüentes, para reduzir a morbidade pós-operatória.
A dor pós-operatória é controlada com analgésicos comuns.
Podem ocorrer longas cicatrizes nos braços, abdome, coxas, mamas, que apresentam tendência à regressão com o tempo e. poderá necessitar de fisioterapia para redução do edema e para a obtenção do resultado final.
O retorno a rotina se dará após 4 semanas e as atividades árduas após 12 semana